Lua – parte 2

Ser diferente não significa ser algo ruim, só não é mais do mesmo.

Enquanto minha vida escolar ia caminhando da melhor maneira que dava, minha vida pessoal seguia ladeira a baixo (desculpa o drama). Crescer numa família tradicional tem lá seus dramas. A verdade é que sempre me colocaram no molde do “menino bonzinho e inteligente” e sei que pode parecer ser a melhor coisa do mundo mas sustentar isso a vida toda é um fardo pesado demais. Mas acredito que o mundo adora moldar as pessoas. O tempo todo.

Minha transição da infância para adolescência não foi nada fácil. Quando cheguei no ensino fundamental 2 senti o peso das responsabilidades crescendo e embora seja até certo ponto natural eu sentia que a cada momento eu teria que me fortalecer sozinho. O bullying foi um fator determinante para que eu me sentisse inseguro sobre tudo e depois de um certo tempo percebi que realmente eu estava sozinho.

No 6° ano eu fiz amizade com uma menina e fortaleci amizade com outra. Viramos o trio inseparável e foi assim até o 9°ano (mesmo eu tendo amizade com outras pessoas). Na época eu adorava isso, era tudo que eu pensava que precisava. Estava errado pois uma dessas minhas amigas era extremamente manipuladora e contribuía para que eu me sentisse incapaz e frágil o tempo inteiro. Hoje chamaríamos de amizade tóxica. Não quero me fazer de vítima, só quero contar minhas experiências.

Há vários tipos de adolescentes, os populares e os não populares e adivinha em qual grupo em me encaixava melhor? Aposto que acertou. Literalmente é igual esses filmes teen americanos e com todos esses estereótipos. Naquele tempo eu sonhava em ser popular, ter influência em certas coisas e me encaixar nos “melhores grupinhos da escola” porém, eu só era a “Lua a Estranha”(risos). Eu não entendia que não precisava me moldar para ser aceito. Sempre senti que era querido só em determinadas situações e foi assim a minha vida inteira e confesso que ainda me sinto assim.

Pode parecer bobeira mas alguma pessoas e acontecimentos podem ter efeitos ruins em sua vida se você permitir e mesmo não sendo fácil as vezes entender o quão mal isso pode nos fazer é necessário avaliar se vale a pena deixar tudo isso te afetar.

Contudo, mesmo com a minha popularidade em baixa eu me destacava em outras coisas e isso me mantinha forte para seguir. E eu seguia e ainda sigo porque não importa o que aconteça temos que avançar.

As vezes a gente precisa saber jogar…

-Lua

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